Estilistas de sucesso: a trajetória de Hubert de Givenchy

No dia 10 de março, o mundo da moda teve mais uma inestimável perda: Hubert de Givenchy, o estilista da extrema elegância, faleceu aos 91 anos.

Para registrar nossa homenagem a esse grande ícone, o artigo desta semana conta um pouco da linda trajetória desse estilista de sucesso, um dos últimos ícones dos “anos de ouro” da alta costura.

Givenchy em uma de suas últimas aparições públicas, na inauguração de sua exposição homônima, em junho de 2017. Imagem: Thierry Chesnot/Getty Images.

Givenchy em uma de suas últimas aparições públicas, na inauguração de sua exposição homônima, em junho de 2017. Imagem: Thierry Chesnot/Getty Images.

Givenchy e sua trajetória de sucesso

Nascido em Beauvais, na França, em 1927, Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy demonstrou interesse pela moda desde muito cedo. Ao visitar uma exposição de figurinos, aos 10 anos de idade, Givenchy se encantou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura.

Mas foi aos 17 anos que o renomado estilista começou a dar os passos para uma carreira de sucesso, quando entrou para a Escola de Belas Artes de Paris. Ele também trabalhou nas casas de grandes nomes como Jacques Fath, Robert Piguet, Lucien Lelong, Elsa Schiaparelli e Christian Dior.

Em 1952, aos 25 anos, Givenchy abriu sua própria Maison, em Paris, que teve reconhecimento quase que imediato graças ao trabalho coerente e requintado.

Retrato de Givenchy. Jack RobinsonGetty Images

Retrato de Givenchy. Jack RobinsonGetty Images

A relação de Givenchy com Audrey Hepburn

Foi Givenchy o pioneiro em perceber o poder dos astros do cinema na propagação das criações de moda. O estilista estourou como sucesso internacional absoluto ao criar muitos dos icônicos figurinos da atriz Audrey Hepburn, que se tornou também sua musa inspiradora e amiga.

Givenchy com a atriz Audrey Hepburn. Bettmann/Getty Images.

Givenchy com a atriz Audrey Hepburn. Bettmann/Getty Images.

O estilista criou modelos para a atriz, que foram imortalizados em filmes como Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), de 1961, Cinderela em Paris (Funny Face), de 1957, e Sabrina, de 1954 – que chegou a ganhar o Oscar de melhor figurino.

“As roupas de Givenchy são as únicas nas quais me sinto eu mesma. Mais do que um estilista, ele é um criador de personalidade”, dizia a atriz.

Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo”. Imagem reprodução.

Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo”. Imagem reprodução.

Além de Audrey, a duquesa de Windsor, Grace Kelly, condessa Mona von Bismarck, Jacqueline Kennedy Onassis, Marlene Dietrich, Ingrid Bergman e Greta Garbo estão entre as diversas outras personalidades femininas que vestiram criações de Givenchy.

Givenchy: do despertar do sucesso à aposentadoria

Mais do que se tornar amplamente reconhecido pelos vestidos, o estilista também ficou marcado por suas criações de camisaria e por ser o primeiro designer de alta-costura a apresentar uma coleção feminina de prêt-à-porter, intitulada “Givenchy Université”, em 1954.

Em 1957, lançou seu primeiro perfume, o feminino “Le De”. Além desse, também criou o perfume “L’Interdit”, em homenagem a Audrey Hepburn. Na moda masculina, o francês estreou em 1973, com o lançamento da linha “Gentleman Givenchy”.

Exposição Hubert de Givenchy, em junho de 2017 (Calais, França). Thierry Chesnot/Getty Images.

Exposição Hubert de Givenchy, em junho de 2017 (Calais, França). Thierry Chesnot/Getty Images.

Em 1981, a Maison Givenchy foi vendida. Atualmente, é de propriedade da Louis Vuitton. 14 anos depois, em 1995, Givenchy despediu-se das passarelas em um desfile feito para um seleto público de amigos, estilistas e clientes. Um ano depois, Alexander McQueen foi anunciado como seu sucessor. Este, por sua vez, foi sucedido por Julien Macdonald, em 2001.

Givenchy em seu último desfile (1995). Imagem: reprodução.

Givenchy em seu último desfile (1995). Imagem: reprodução.

“Para os que se preocupam com qualidade, o prestígio é a coisa mais importante. Acredito sempre na alta-costura e desejo que ela dure até o fim da minha carreira. Sempre a defendi, com a perfeição que ela implica. Não há duas maneiras de se exercer a profissão. Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão.”

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